4 na praia

4 na praia

domingo, 31 de agosto de 2014

A Vida em "stand-by"



Já alguma vez tiveram a sensação de ter a vida em "stand-by"...?
Tipo a luz vermelha acesa, sabem que está ligada mas... não "acontece"?
É como ficar numa "chamada em espera" durante muito muito muito ...muito tempo....

É mais ou menos assim que me tenho sentido ultimamente. Salvo alguns momentos do dia (sim porque a luzinha vira verde de vez em quando).

São aqueles breves segundos em que olho em volta e vejo como o H. já chega ao interruptor para ir á casa de banho sozinho, quando o F. sai depois do jantar para a rua jogar à bola com um novo amigo, quando a C. grande se compadece do cansaço da mãe e resolve organizar uma escola de maternidade que me garante 20m. para fazer o jantar sem ninguem acordar o bebé, ou quando a minha c. pequenina canta uma Nursery Rhyme com uma pronuncia quase perfeita...

Nesses momentos, percebo que a luzinha verde esteve sempre ligada, que a vida continua sempre... mesmo que quisessemos que parasse ou que esperasse. Eles não esperam, não se retraem porque ainda não chegaram as suas "coisas" no camião, ou porque a casa "nova" ainda não está disponivel, ou porque as rotinas vão todas mudar... só que entretanto, já mudaram....

Eles não se conformam com compassos de espera, com situações temporárias, com imprevistos, com obstáculos, com decisões a tomar.... eles continuam a crescer, a aprender, a viver em pleno!

Que Mãe tola sou eu a sentir a vida em "stand-by".. não há paragens para eles e se nós pararmos nem que seja um pouco, se nos desviamos nem que seja um bocadinho para os nossos pensamentos, então estamos a perder qualquer coisa desta viagem fantástica.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Estamos de Partida!



Amanhã lá vamos nós... em modo saudade!
Uma Mãe, 4 kikos e um avô...

Com espírito de aventura,
com 10 malas de viagem e a casa embalada,
com o corpo cansado de trabalho,
com a sensação de "missão cumprida",
com a certeza de algumas coisas esquecidas
com sonhos de futuros brilhantes,
com a esperança de encontrar equilíbrio
com saudades de tudo o que deixamos,
com a consciência das dificuldades,
com a ideia de mudar o mundo (nem que seja o nosso!)
com a vontade de recomeçar
com pena de não ter feito mais
com tantas memórias de cheiros, sítios e sabores,
com recordação de vidas felizes
com perspectivas de vida sempre melhores...

Amanhã, lá vamos nós! De bagagens e corações cheios!

Despedidas

Queridos Amigos.
Ninguém gosta de despedidas... Eu não gosto. Ninguém gosta.
Podemos arranjar mil maneiras de disfarçar o que sentimos:
Dizer "Até já", ligar "às últimas" só para um beijinho, fazer umas graçolas, dar uns conselhos :"cuida-te!"
Enfim...
Mil maneiras de fingir que não é um pedacinho de nós que ficou ali, naquele momento, naquela despedida....
Maneiras de não mostrar que se chora por dentro o que as lágrimas não transbordam...
Temos de ser "fortes"! Por um motivo qualquer idiota que agora não me lembro
Temos de ver as "coisas" boas e não pensar no que "perdemos"...
Sim, porque os Amigos não se perdem assim... mas perdem-se as gargalhadas.... as conversas, os cafézinhos, as trocas de favores, as inconfidências, os desabafos... o convívio, as ajudas, as graçolas, a partilha dos momentos banais que nos unem e nos separam.... as divergências de opiniões, as festas, as receitas, os truques, os programas, os cinemas, os passeios... as partilhas das evoluções dos miúdos, os conselhos, as criticas e elogios... perdem-se os abraços e os sorrisos.
Se de tudo escolhesse o que mais sentirei falta serão os abraços e os sorrisos.
Aqueles momentos em que o aperto de braços nos cola pedaços que as rotinas nos quebram...
Aqueles sorrisos que nos aliviam a alma, nos consolam, nos apoiam, nos reacendem.
Na despedida... percebemos que os Amigos também são feitos de coisas que se perdem na partida.
Percebemos que apenas alguns... poucos... bons e verdadeiros... perduram para lá do que se perde.
Na despedida, percebemos onde estão os Amigos, lembramos num todo, tudo aquilo de que é feita essa amizade, e selamos num Adeus o destino dos Amigos na memória.
Ficam sempre os Amigos. Marcam. Cada um à sua maneira. E cada um fica retido na memória e no peito.
E alguns.... bons e verdadeiros... lutam por não perder todas as coisas de que as amizades também são feitas. Fazem por manter a matéria dos sentimentos. Por mostrar, ainda que de outras formas, que não se perde nada que não se recupere ou que seja realmente importante.
Assim... meus queridissimos Amigos, contem que me mantenha a alimentar a nossa amizade para lá da despedida. Não esperem de mim lágrimas de saudades, mas sorrisos de gratidão por ter sido abençoada com pessoas maravilhosas que entraram nas nossas vidas e que escolheram permanecer.
Se por acaso me falhar alguma lágrima na hora de "ser forte" (e muitas fugirão) é felicidade a transbordar por ter tido o privilégio de estarmos juntos.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Todos diferentes!


Os kikos são todos diferentes!
Hoje foi dia de medições nas consultas de rotina:
A C crescida é percentil 10 de peso e 1 de altura É baixinha e com curvinhas! (sai à Mãe!)
O F é percentil 75 de altura, 50 de peso. É um magricela esticadote!
O H. é percentil 95 de altura e acima disso de peso.  É um pequeno gigante!
A C. pequenina é percentil 25 de altura e 5 de peso. É toda "pettite"!

Altos, baixos, gordinhos, magrinhos, loiros, morenos, de olhos claros, olhos escuros, risonhos, sisudos, responsáveis, amalucados, barulhentos, reservados, comilões e "piscos"... há para todos os gostos!

É engraçado ver como é que podem ser tão diferentes e tão parecidos!
É que acabo de os olhar, assim com olhos de ver, a dormir nas suas camas e de olhos fechados, rostos descansados, cabelos revoltos nas fronhas e edredons emaranhados nas pernas e são tão iguais! Nem se percebe bem quem é quem!
Acho que o meu coração só os vê assim... dormindo tranquilos, sem a agitação do dia, são pequenos anjos... aquelas imensas fontes de amor, de carinho, de ternura, de alegria... <3

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O valor das "coisas"

As mudanças têm uma característica engraçada: descobrimos o valor dos objetos.
As "coisas" podem ter um enorme valor para um de nós e absolutamente zero para os outros.
Descobre-se que a mesa da bisavó não vale nada (aliás nem pagando a levam!) mas curiosamente não nos separaríamos dela por nada.
Os livros são eternos companheiros de viagem, os brinquedos passam de uns para os outros, as roupas renovam-se em moda e em donos, as fotos e os albuns... (que já nem se usam!)
A loiça, a roupa de cama, as toalhas de mesa, os turcos, os talheres, os tapetes, os candeeiros... tudo o que varia em termos de preço e de uso.... os "serviços bons" e os utensílios que se usam mais.
O que "dá sempre jeito"!
Aliás, tudo "dá jeito"! e se temos, porque é que haveríamos de gastar dinheiro a comprar?!
As recordações, os bibelots, os desenhos dos miúdos, os postais de dos primeiros natais, os dossiers de "documentos importantes", mais livros, mais roupas e mais brinquedos!
Todos importantes. Indispensáveis. E os moveis? Talvez não me importasse de trocar de cama... mas o colchão fica! E na verdade... a cama está óptima... ninguém dá nada por ela... mais vale ficar também!
Alguns objectos maiores que não vão MESMO ter espaço na nova casa ficam... mas não ficam mesmo, vão-se! Em ultimo caso dão-se que já não há tempo para muito mais... mas logo vem o "bicho".. e se guardar na garagem? no sotão? na arrecadação? E se o pintasse? Ficava giro na casa da Tia... (claro que a Tia talvez não queira... se quisesse já o tinha pedido)
Não.. é melhor ir também... pode vir a "dar jeito"!
E é assim que a vida se enche de coisas cheias de valor ....
Se tivesse de sair de casa neste momento, só com os meus 4 de pijama, não choraria nenhum objeto.
Por certo haveria de se arranjar o que vestir, onde dormir, com o que comer.... as recordações? estariam em nós enquanto as quisermos guardar ( ou o "alemão Alzeimer" nos encontrar!)... e estariam todas a salvo!
É assim que percebo o verdadeiro valor das coisas: é somente o que lhes damos!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

BOM DIA!!!!


O Sol já está alto, já rouba o sono e a preguiça. O dia começa sem pressa. Estranho numa casa cheia... Ainda as crianças estão no descanso dos sonhos. ainda não começou o rebuliço da manhã. 
Para mim... o sol já vai alto. Já a madrugada foi longa. O sono é curto.

Bom dia preguiças! Abro devagar os estores das janelas para não ferir a sensibilidade dos olhinhos dos meus meninos... "Vamos lá! È dia de escola! O pequeno-almoço está na mesa!"
Já vou abrindo gavetas e desencantando t-shirts e calções, casaquinhos, meias, bodies e fraldas... "Vamos começando a vestir!"
Puxo um edredon teimoso que cobre a cabeça, beijo na testa franzida e olhos ensonados... mais uma reclamação :"Não tenho aulas de manha!"... mas esta Mãe não se comove :"Não está dia de ficar na cama! Olha o Sol!"

"Braços p´ra cima!" e salta um pijama! Enfia-se uns calções, um abracidnho e um empurrãozito para a casa-de-banho " lavem as remelas!" Vou andando para a cozinha.
4 pequenos-almoços, 1 biberon, 4 lanches da tarde, 1 para de manha, 2 almoços nos termos, enquanto a C. toma o biberon. "Vamos lá, maltinha! Bebam o leite! Cuidado para não entornar os cereais! Vou vestir a mana, não se distraiam com as horas!"

Muda fralda, veste, calça, só falta a Mãe estar pronta... "Meninos, 2 minutos e saímos! O alarme da Mãe está a tocar!" Sim... porque o telemóvel tem esta função programada que a Mãe não dá para tudo!
Um pingo de protector nas bochechas, o remédio das alergias...Chaves, lancheiras, mochilas, casacos, bonés, carteira... acho que está tudo... não, o leite da mãe goela abaixo num trago! Ok podemos sair!

É assim que começa o meu dia daqui a 6 minutos. Até lá... o sol carrega-me as baterias.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Estamos em mudanças!




Queridos Kikos
Estamos em mudanças!
Que assustador isto pode ser... para nós!
Achei que vocês estariam ansiosos, nervosos, cheios de perguntas e dúvidas, cheios de medo do desconhecido, do novo....
Que errada que eu estava! Vocês não são o reflexo do que se passa dentro de mim! E ainda bem!
Vocês abraçam a mudança como uma aventura, o desconhecido como um mistério a desvendar e todas as dúvidas como peças de puzzles que terão resposta quando tudo estiver montado...
Obrigada! Por me sossegarem, por me tranquilizarem, por me mostrarem como se abraça a vida, as descobertas, as mudanças.
Neste mundo onde fazemos de tudo para vos ensinar mil coisas, são vocês quem nos guia muitas vezes o caminho e nos mostram como se faz o caminho.
Obrigada por me lembrarem que o deslumbramento ainda é aquilo que nos pode mover com energia e alegria. Que todo o conhecimento que temos de nada vale se não aproveitarmos os momentos. Que a antecipação e e angustia são formas tolas de sofrimento que não trazem nada de produtivo à nossa vida.
Estamos em mudanças! É verdade... muito trabalho, milhares de coisas a fazer, tantas coisas que podem falhar que nos esquecemos que não aproveitamos, tantas que ficarão por fazer certamente...
Mas é assim com mudanças... claro que se perdem coisas...mas temos de nos concentrar nas que se ganham!
E já que estamos a falar em mudanças... mudem devagarinho, vocês.
Mudem lentamente e sem grandes transformações, cresçam.... e eu vou também crescendo convosco, cá dentro.

domingo, 4 de maio de 2014

dia da Mãe


Hoje é o dia da Mãe!
Bem... se no Dia do Trabalhador não se trabalha.... 
Hoje não vou Mãezar!
Hoje vou tirar o dia para não ser Mãe:
...não visto ninguém, não limpo, não arrumo, não dou banhos, não me zango, não verifico mochilas e tpcs, não apanho nada do chão, não oiço queixinhas, nem resolvo zaragatas, não cozinho, não vou buscar copos de Água nem lenços de papel, não dou conselhos, nem canto canções de embalar, não me peçam... nada!
Hoje vou tirar o dia! 
Vou comer um hambúrguer com os meus melhores amigos (que só por acaso são os meus filhos  ), passear na praia, "pic-nicar" no parque, relaxar... conversamos um bocado, rimos, damos mãos e colos e mimos...
e quando chegar a casa, pés para o ar e deixamo-nos cair de "maduros" num sofá ou nas camas! 
Não faz mal se hoje disserem que eles estão vestidos ao contrario, de narizes ranhosos e cabelos despenteados... se a casa virou um circo e se comeram "porcarias" o dia todo...
Um dia, não são dias.... e não é todos os dias que a Mãe tem um dia dela!
(Amanhã quando voltar ao "trabalho" é que vão ser elas! Mas nem penso nisso agora... hoje estou de folga!)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

os Super heróis também se cansam.... (segundo o H.)



Hoje perguntei (como de costume) à educadora como tinha corrido o dia ao que contou um desabafo do H.

"Estou farto de ser um super herói.... Estou cansado de ser forte!"
Ela conta que se segurou para não se desmanchar a rir, desvalorizando tão pesada carga do meu pequeno herói. Ele lá recuperou o fôlego e foi brincar... Passado algum tempo "comunicou-lhe" que já era super herói outra vez. 

... Estou mais descansada. 
Sabes querido H., realmente não é nada fácil ser sempre forte.
Partilho a tua necessidade de parar, admitir o cansaço, recuperar o fôlego, e claro... continuar o papel de reconhecido mérito mas de grande esforço.
(Que imodéstia a minha! Ter-me na mesma conta que o teu super herói....)
Mas há certos dias, querido H., que sinto que faço um esforço um pouco sobre humano... que por vezes, é um trabalho duro, solitário, com um reconhecimento adiado (refiro-me ao de um super herói). Mas depois, olhos para ti, para os teus manos, e vejo que realmente, vocês são tão maravilhosos que só podem ter qualquer coisa de muito especial, são vocês o meu ato heróico e qualquer esforço feito por vocês será sempre pequeno para o que vos desejo.

Querido H. nunca deixes de aspirar a ser um herói. 
Mesmo que te canses imenso e que precises de uns momentos para parar!
Luta sempre pelo que realmente acreditas.
Defende sempre os que amas, os mais fracos, os que te rodeiam. 
Tenta sempre ser superior à pequenez dos outros e tenta superar-te todos os dias. 
Evoluí. Esforça-te por crescer no espírito, na mente e no coração.
Sê gentil e carinhoso. Fá-lo gratuitamente.
Ajuda quem se cruza contigo. Sê generoso.

Só o teu sorriso já faz milagres neste coração de mãe. 
Serás sempre um super herói para mim. <3



segunda-feira, 14 de abril de 2014

Aberta a época balnear!!!!


Finalmente! Brindou-nos o sol com a força necessária para tirar a roupa e desenterrar as pás e baldes do baú da garagem. Depois é só carregar os chapéus, toalhas, livros, brinquedos, mudas de roupa, fraldas, águas, moedas para os gelados, sumos, sandes, fruta, máquina fotográfica, chinelos, pranchas, bóias, etc.
Acho que entre uma ida à praia e 15 dias no Algarve, a diferença é uma mochila com 4 t-shirts, 2 calções e 1 escova dos dentes para cada um!
Ainda assim, faz parte do meu elaborado "plano de fitness"... carrega-se tudo até à praia (mais os bebés), desarruma-se tudo, despe-se as crianças, faço 5 sessões de massagens corporais (cubro-os de protector dos pés à cabeça!), várias idas à beira mar para carregar os baldes de àgua, 3 idas ao wc, 1 ida aos gelados, várias idas à agua (umas para "mergulhares comigo", outras para "me dares a mão", outras porque "tenho mesmo que te tirar os 3kg de areia de cima antes de poderes comer", outras para "me dares colo")
uma ida "ás rochas" para ver os "bichinhos" que implica sessões de equilibrismo com bebés no colo, dar a mão a quem pode escorregar e correr a ver "aquilo-que-encontrei" (mas que nunca chego a tempo).
Ainda assim... adormeço a pequena C. no colo, treino a leitura com o F. e ajudo o H. a vencer o medo das ondas... e como que por magia há um período de tempo em que todos estão entretidos a fazer uma construção de pedras e areia que atrai mais umas crianças da "vizinhança" e eu... de mansinho... disfarçadamente... pego no meu livro, que carrego sempre sem grandes expectativas, e estou tranquilamente a relaxar (assim como fazem os crescidos!).
Vou olhando a cada 3 linhas (sem excepção porque sou levemente paranóica com os "acidentes" na praia)
mas consigo ler 100 páginas (uau!)
Penso que, entre o ambiente, a tranquilidade, os miúdos a brincarem tão saudavelmente... isto é muito próximo da felicidade pura.
Um aceno e uma amiga que inesperadamente se encontra: que bom! Uma hora de companhia de adulto, desabafos, historietas, comentários, trocas de ideias... ainda bem que o tempo se estica para estar ea "cultivar" amizades, a partilhar este cenário tão vivo e tão energizante!
Nem antecipo o carrego de regresso, os quilos de areia no carro, o atropelo dos banhos com as birras de cansaço... sinto-me de baterias carregadas. Suspeito que tenha uma capacidade qualquer foto-sintética...

sábado, 12 de abril de 2014

Elogios a "adoráveis" criancinhas

Há criancinhas tão "adoráveis" que temos dificuldade em falar sobre elas, às vezes até com os pais!
"Então ele portou-se bem?" , " O que é que achaste do bebé da minha prima?"
Nunca se diz que uma criança é má, feia ou mal-educada....
Os comentários de "bom tom" podem ser melhor entendidos quando se colecciona ao longo dos anos o dicionário que permite descobrir a encriptação destes eufemismos...
Assim, caríssimos, deixo-vos alguns dos elogios que não vão querer que sejam feitos aos vossos filhos:

"tem uma beleza exótica" - é feio
"tem uma cara engraçada, diferente" - é esquisita, feia
"é determinado" -  teimoso
"é persistente" -casmurro
"tem personalidade" - tem mau feitio
" é cioso das suas coisas" " ou não está habituado a partilhar"- é egoísta
"não se deixa ficar" - é respondão
"é cheio de energia" - não pára quieto
"é muito curioso" - não se cala com perguntas
"sabe defender-se" - bate nos outros
"é um pouco aéreo" -  é um cabeça no ar
"gosta de testar as pessoas" - é malcriado
"é um bocado reservado" - é antisocial
"é um bocado arisco" - é um rebelde
"não gosta muito de beijos" - não tem maneiras (nem cumprimenta as pessoas)
"é um pouco lento a perceber" - é burro que nem uma porta
"é um pouco absorvente" - é um chato
"sabe o que quer" - é birrento
"acabou de acordar" - birrento, mal-criado
" está habituado a ter atenção" - é um mimado
"tem características de líder" - tem a mania que manda
"gosta de inventar histórias" - é mentiroso

enfim... há uma lista infindável de pequenos arranjos linguísticos para minimizar as terríveis características das adoráveis  criancinhas com que nos cruzamos, por vezes até as nossas!






terça-feira, 8 de abril de 2014

O que é que eu quero ser...Eu, mãe, quando "for grande"...

Dou por mim muitas vezes a perguntar-me sobre a minha função na vida, o meu lugar na Humanidade.... Sim, é incrível onde é que se arranja tempo para pensar em questões destas  que envolvem inúmeras disciplinas desde a simples Geografia, à Filosofia, Metafisica, Teologia, Antropologia... e muitas outras "ias".
Penso no meu papel de Mãe, porque as angustias e ansiedades da maternidade sempre nos fazem por-nos em causa (e ainda bem), mas também no impacto que a minha existência tem na vida das outras pessoas. Acho que posso considerar que este é verdadeiramente o meu lado mais egocêntrico e egoísta. É achar que realmente em alguma fase, em algum momento da vida das pessoas que se cruzaram comigo, tenha tido algum significado(de preferência positivo)
Penso nas pessoas que me marcam, que me tocaram ainda que por um segundo... nas pessoas que se cruzam comigo no dia a dia, tento estar atenta... Desde as personagens da História: heroínas como a Irena Sendler, santas como a Madre Teresa, rainhas, personagens fictícias ou reais, gente inspiradora... até ao pessoal do Pingo Doce que tenho em frente de casa e funciona quase como "despensa" (visto lá ir tantas vezes que só falta aparecer de pijama às 2h buscar um chá!) e que me recebem sempre com um sorriso, cumprimentam os meus filhos, perguntam pelos que não estão, afagam-lhes os cabelos... 
Passando pela família que são aqueles que, no mundo, mais importam, pelos pais, pelos filhos, pelos amigos mais chegados e pelos que vejo uma vez por ano ou que já não falamos há meses, os meus colegas da faculdade, da escola... Será que se eu nunca tivesse existido, teria mudado um bocadinho que fosse a história de cada um? Será que se lembrarão de mim no dia em que deixar de existir? ( bem... o Jerónimo Martins de certeza que vai estranhar!)
Quando leio coisas como "Sê como gostarias que os teus filhos se tornassem", sempre me questiono... penso no que posso melhorar.... e esforço-me! Ainda que nem sempre o consiga!
Dei por mim há dias a dizer "cada vez tenho menos mau feitio" e concordaram comigo... pessoas que me conhecem mesmo bem... e fiquei feliz... estas pequenas mudanças são tão difíceis de serem sentidas, reconhecidas, identificadas....
Agora, que estou numa fase de encruzilhada, cheia de caminhos e decisões, dou por mim a pensar quem é que eu, a mãe, quero ser "quando for grande"... a pensar no que é que realmente me faz feliz, no que me move, no que me realiza, no que gosto de fazer.... no que me quero tornar, no que quero ser lembrada.
Nunca chego a uma conclusão final... e ainda bem! Mas vejo tudo com uns olhos diferentes. Vejo que a "luz do fundo do túnel" é imensa e que qualquer caminho que tome há-de lá dar enquanto não lhe perder o sentido. Sei que quero ser feliz e fazer feliz quem encontrar. Quero ser sempre uma "eu" melhor. Tentar pelo menos É um princípio....

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O que é Morrer? II

Depois de encontrar o F. soluçando uma noite destas perguntei-lhe o que se passava.
- Estou a pensar em coisas más.... tipo morrer.
- Bem... e porquê? A morte é uma coisa normal, é o ciclo da vida, é o que acontece a todos os bichos e seres vivos e pessoas... (tentando manter a coisa a nível biológico...)
- Mas... quando nós morremos acabamos, acaba-se tudo! Nunca mais vemos nada! Nem ninguém!
- Bem... há quem acredite que quando morremos vamos para o céu, outros acreditam que voltamos a viver noutro corpo, até no de um bicho! (tentando desdramatizar....)
- Mas o sol é uma estrela não é? Então... quando o sol explodir o céu também deixa de existir e nós desaparecemos para sempre!
(ok... passas a jogar GTA e Mafia em vez de veres o National Geographic antes de ir para a cama!)

quinta-feira, 27 de março de 2014

O que é Morrer?

- Mãe! Dói-me a língua!
- Onde é que te magoaste? (... uma tontice qualquer de certeza)
- Foi com o carregador do tablet... Eu tirei o tablet do carregador e pus na boca e agora dói-me a língua! (... snifff)
- Puseste o carregador ligado à corrente na boca!? Isso não se faz!!! É muito perigoso! A Mãe já disse que não podes mexer nas fichas! Quanto mais pô-las na boca! Queres morrer? (....pânico do momento)
- O que é Morrer?
(silêncio.... Acho que exagerei um pouco)
- Morrer é nunca mais veres a Mãe e o Pai, é ires para debaixo da terra! (resposta parva de quem foi apanhada de surpresa)
- Debaixo da terra como o comboio?
- Não. Debaixo da terra, areia, terra, mesmo enterrado (... a ver se assusta um bocado!)
- Mas é da areia da praia ou da minha escola?
- .... Queres morrer?
- Não!
- Então não ponhas mais carregadores na boca, ok?

segunda-feira, 24 de março de 2014

My Cakes

Hoje estive a fazer uma recolha dos meus bolinhos todos feitos para os kikos e os amigos














domingo, 23 de março de 2014

OHANA - My Family

Família

Hoje estive a correr os milhões de fotos que tenho no FB à procura de imagens dos bolinhos que tenho feito e confesso que depois de passar em revista os últimos 5 anos de fotos... não pude deixar de sorrir por dentro. Tenho a alma tão cheia! Acho que até tive uma pontinha de inveja daquela família tão maravilhosa! 
Claro que ninguém põe as fotos dos miúdos doentes, da casa virada do avesso, das pilhas de roupa ou loiça... 
Também não há "videozinhos" daqueles minutos intermináveis em que se chega ao carro com um bebé a dormir e mais 3 miudos, 2 mochilas e um saco de compras e depois não se encontra a chave que está no fundo da mala e começa a "chover a potes" e mesmo depois de finalmente encontrar a chave, é preciso por os cintos a dois, em que um entretanto acordou com a birra e o outro acha que é crescido demais e que "não precisa" de cintos.
Mas quem é que se lembra destas coisas daqui a uns anos?!
Espero que só eu me lembre vagamente das infindáveis horas perdidas aos pés duma cama a "dar a mão" para afugentar os medos, quando o meu filho enfrentar corajosamente uma mudança de emprego;
Só eu me lembrarei das guerras com os tpcs e as horas a "cantar" a matéria para o teste, a fazer perguntas e a apagar 20 vezes uma palavra até que acertem na caligrafia, quando chegarem a casa com um diploma na mão;
Só eu saberei as horas passadas na tábua de passar enquanto a minha adolescente troca 3 vezes de roupa no mesmo dia, ou o meu pirata suja 3 pares de calças com lama, mas saberei que estavam limpos e arranjados e se sentiam confortáveis e confiantes na escola;
Não me vou importar de ter perdido dias a preparar as suas festas de aniversário, horas a preparar atividades e jogos para os dias de chuva, nem me lembrarei de quantas crianças desarrumavam o quarto dos brinquedos acabadinho de arrumar.... 
... mas terei as fotos dos seus sorrisos, terei as lembranças deles e eles terão as recordações de uma infância feliz e os valores de uma educação que, melhor ou pior, há-de dar os seu frutos (rezo eu! como todas as mães!) e eu terei esta família tão maravilhosa com estes 4 deliciosos miúdos e momentos inesquecíveis!!!



fins de semana de chuva! os mais divertidos!

Nos fins de semana de chuva brincamos ao MasterchefJunior ou a uma espécie de vale tudo! 
Os meus pequenos participantes fazem equipas com os amigos e preparam o almoço, o lanche ou o jantar: fazem bifinhos com molho de cogumelos, arroz, mousse, queques de chouriço, pães com bacon, quiches, baba de camelo, pizzas ou bolo de chocolate... hoje por exemplo fizeram muffins de beterraba!!!
Mas quando estamos mesmo inspirados, jogamos a uma espécie de competição de provas e charadas com por exemplo:

- Fotopeddypaper
- Legobuilders
- Pesquisas de personagens, lendas, provérbios, etc.
- "ABC Corpo" (copiado do "vale tudo")
- Charadas
- Adivinhas
- Caças ao Tesouro








segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Fins de semana divertidos (e em conta!)


#1 Fim-de Semana

Destinos:
Fluviário de Mora
Centro histórico de Aviz
Monte Selvagem

Objectivos:
- Diversão pura!
- Mudar de ares e conhecer novos locais
- Aprender e recordar aprendizagens


 Custos:
 Entradas no fluviário - 15,5€
 Entradas no Monte Selvagem  - 34€
 Dormida com pequeno-almoço nas Casas de Romaria, confraria de Brotas - 50€
 Gasóleo (cerca de 450km) - 40€
 Portagens-   8€  
Alimentação (picnic almoços e lanches)  - 20€
 Jantar de Sábado   (convite de amigos)
                         total -   167,5€



 Feedback

Excelente!

- Fluviário de Mora - é pequeno, aproveitem para ver tudo com calma!
         - tem uma sala de atividades maravilhosa onde se                                       podem fazer trabalhos manuais
         - o parque adjacente é ótimo para picnic e tem um                                     pequeno parque infantil
- Monte Selvagem - adorámos tudo! Pessoal simpático, parque cuidado, boas interações com os animais
              - tem muitas atividades para crianças, baloiços, escorregas, casinhas, jogos, slides, etc.
               - o trampolim gigante é um sucesso!
- Casas de Romaria - turismo rural, bem cuidado, mobílias pintadas à mão, muito acolhedor, pessoal muito simpático, aldeia toda maravilhosa!
- Aviz - talvez por ser sábado ao fim do dia, encontrámos quase tudo fechado. :(

Atividades extra:
Noturnas :observação de estrelas (longe das luzes das cidades!)
Diurnas : adivinhação da forma das nuvens! (dura várias horas!)



Palácios, passeios, cultura e desculpas...


Os meus filhos estiveram 3 semanas
a pedir para ir ao Palácio da Pena.
Não é que seja longe! Estamos a meia dúzia de minutos de carro. eles vêm-no todos os dias no caminho para a escola, o super, o jardim, aliás, praticamente sempre que saem de casa!
 É quase irreal que não o conhecessem por dentro, que não saibam a sua história, que não o tenho visitado!

Se calhar, não são as únicas crianças do concelho de Sintra, ou adultos mesmo, que nunca o tinham visitado.
E quais são as nossas desculpas?  
Não é decerto o preço dos ingressos pois ao Domingo os munícipes podem entrar gratuitamente....

Há sempre qualquer coisa... é os miúdos que têm tpcs ou festas de aniversário (sim, que a vida social deles às vezes é mais intensa que a nossa!), ou é porque apetece ficar na "preguiça" e não queremos sair, ou está de chuva ou está calor....

Enfim, é só vencer a inércia!
Até porque vistas bem as coisas é muito mais fácil passar o tempo com as crianças fora de casa com um programa do que em casa a pegarem-se uns com os outros!

E para eles, estão sempre sequiosos de novas experiências, de conhecer, de ver, mexer, fotografar!
No outro dia li qualquer coisa tipo: "nenhum adulto se recorda de um dia fantástico que teve em criança passado a ver televisão" 

Claro que não! Mas de um passeio, de um dia de praia, de um Museu, de uma caça ao Tesouro, de uma festa, de um jogo, até de uma história!

Outro dia escrevi aqui que adorava que os meus filhos se lembrassem da casa da mãe pelos cheiros de bolos, mas também gostava que se lembrassem dos fins de semana de passeios, de descobertas, de experiências....
Gostava que pudessem dizer quando se fala nalgum monumento, terra, feira, palácio, local de interesse: "Já lá fui quando era mais novo". Ainda que digam depois: "detestei, foi uma seca!" mas pelo menos falam com conhecimento de causa e com termo de comparação!

É triste não se conhecer o nosso património, a nossa história, o legado que nos deixaram... senão estamos a caminhar para que tudo o que fazemos, todas as nossas vidas sejam também um dia esquecidas! Para que os nossos filhos dêem valor ao que lhe damos e ao que fazem como peões da humanidade, é necessário que se habituem a valorizar o que os antepassados fizeram... pelo menos é o que acho!

Hoje em dia caímos na frustração de não podermos "ir a todas": não podemos dar-lhes formação académica, artística, musical, cultural, física, linguística....
Quer dizer, ou a criança tem ballet, piano, francês e escuteiros mas deixa de ter tempo para brincar, estar com os pais e com os amigos
Ou damos-lhes "espaço" para que descansem, se divirtam e escolham a sua área vocacional de eleição para os tempos livres, mas que muitas vezes é mais uma desculpa para não termos de fazer nenhum esforço extra na nossa vida já tão atarefada!

O que eu tenho aprendido é que quanto mais se faz, mais se faz!
É tudo uma questão de ritmo, organização, criatividade e motivação!

Temos de os motivar e deixá-los descobrir o que gostam. E expô-los ao máximo possível de experiências que consideramos positivas.


Nestes passeios mais "culturais" uso algumas estratégias para que as visitas não sejam só passeio:
- 90% das fotos que tiramos no Palácio ou seja onde for são os miúdos que tiram,
- encorajo-os a lerem os cartazes e explicações e a conversarem com os guias e seguranças;
- tento saber qualquer coisa sobre os locais antecipadamente (leio na "net" de véspera qualquer coisa de interessante).
- faço pequenos jogos com eles durante a visita, como ver quem consegue descobrir primeiro o nome da pessoa que está num quadro ou um objeto qualquer ou um motivo numa pintura
- peço-lhes que inventem uma história ou imaginem uma imagem com base numa sala ou como seria se fossemos uma família daquela época (eu, invariavelmente viro aia!)
- peço que escolham um objeto preferido e que façam um desenho ou uma fotomontagem ou uma descrição escrita
- com os mais pequenos, invento histórias imaginárias...

Não faço tudo isto! Faço algumas coisas de vez em quando! Quando acho que eles precisam de motivação, quando eu estou mais inspirada! Não é sempre! Não sou melhor nem pior que ninguém, e há alturas nos passeios em que fico só calada com mil olhos a ver se não fogem, mexem e estragam e rezo internamente por passar na cafetaria e poder beber um café forte!
E eles às vezes acham que a Mãe "é uma seca" e só querem é ser deixados a apreciar as coisas ao seu ritmo e no mundo deles!