4 na praia

4 na praia

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Fins de semana divertidos (e em conta!)


#1 Fim-de Semana

Destinos:
Fluviário de Mora
Centro histórico de Aviz
Monte Selvagem

Objectivos:
- Diversão pura!
- Mudar de ares e conhecer novos locais
- Aprender e recordar aprendizagens


 Custos:
 Entradas no fluviário - 15,5€
 Entradas no Monte Selvagem  - 34€
 Dormida com pequeno-almoço nas Casas de Romaria, confraria de Brotas - 50€
 Gasóleo (cerca de 450km) - 40€
 Portagens-   8€  
Alimentação (picnic almoços e lanches)  - 20€
 Jantar de Sábado   (convite de amigos)
                         total -   167,5€



 Feedback

Excelente!

- Fluviário de Mora - é pequeno, aproveitem para ver tudo com calma!
         - tem uma sala de atividades maravilhosa onde se                                       podem fazer trabalhos manuais
         - o parque adjacente é ótimo para picnic e tem um                                     pequeno parque infantil
- Monte Selvagem - adorámos tudo! Pessoal simpático, parque cuidado, boas interações com os animais
              - tem muitas atividades para crianças, baloiços, escorregas, casinhas, jogos, slides, etc.
               - o trampolim gigante é um sucesso!
- Casas de Romaria - turismo rural, bem cuidado, mobílias pintadas à mão, muito acolhedor, pessoal muito simpático, aldeia toda maravilhosa!
- Aviz - talvez por ser sábado ao fim do dia, encontrámos quase tudo fechado. :(

Atividades extra:
Noturnas :observação de estrelas (longe das luzes das cidades!)
Diurnas : adivinhação da forma das nuvens! (dura várias horas!)



Palácios, passeios, cultura e desculpas...


Os meus filhos estiveram 3 semanas
a pedir para ir ao Palácio da Pena.
Não é que seja longe! Estamos a meia dúzia de minutos de carro. eles vêm-no todos os dias no caminho para a escola, o super, o jardim, aliás, praticamente sempre que saem de casa!
 É quase irreal que não o conhecessem por dentro, que não saibam a sua história, que não o tenho visitado!

Se calhar, não são as únicas crianças do concelho de Sintra, ou adultos mesmo, que nunca o tinham visitado.
E quais são as nossas desculpas?  
Não é decerto o preço dos ingressos pois ao Domingo os munícipes podem entrar gratuitamente....

Há sempre qualquer coisa... é os miúdos que têm tpcs ou festas de aniversário (sim, que a vida social deles às vezes é mais intensa que a nossa!), ou é porque apetece ficar na "preguiça" e não queremos sair, ou está de chuva ou está calor....

Enfim, é só vencer a inércia!
Até porque vistas bem as coisas é muito mais fácil passar o tempo com as crianças fora de casa com um programa do que em casa a pegarem-se uns com os outros!

E para eles, estão sempre sequiosos de novas experiências, de conhecer, de ver, mexer, fotografar!
No outro dia li qualquer coisa tipo: "nenhum adulto se recorda de um dia fantástico que teve em criança passado a ver televisão" 

Claro que não! Mas de um passeio, de um dia de praia, de um Museu, de uma caça ao Tesouro, de uma festa, de um jogo, até de uma história!

Outro dia escrevi aqui que adorava que os meus filhos se lembrassem da casa da mãe pelos cheiros de bolos, mas também gostava que se lembrassem dos fins de semana de passeios, de descobertas, de experiências....
Gostava que pudessem dizer quando se fala nalgum monumento, terra, feira, palácio, local de interesse: "Já lá fui quando era mais novo". Ainda que digam depois: "detestei, foi uma seca!" mas pelo menos falam com conhecimento de causa e com termo de comparação!

É triste não se conhecer o nosso património, a nossa história, o legado que nos deixaram... senão estamos a caminhar para que tudo o que fazemos, todas as nossas vidas sejam também um dia esquecidas! Para que os nossos filhos dêem valor ao que lhe damos e ao que fazem como peões da humanidade, é necessário que se habituem a valorizar o que os antepassados fizeram... pelo menos é o que acho!

Hoje em dia caímos na frustração de não podermos "ir a todas": não podemos dar-lhes formação académica, artística, musical, cultural, física, linguística....
Quer dizer, ou a criança tem ballet, piano, francês e escuteiros mas deixa de ter tempo para brincar, estar com os pais e com os amigos
Ou damos-lhes "espaço" para que descansem, se divirtam e escolham a sua área vocacional de eleição para os tempos livres, mas que muitas vezes é mais uma desculpa para não termos de fazer nenhum esforço extra na nossa vida já tão atarefada!

O que eu tenho aprendido é que quanto mais se faz, mais se faz!
É tudo uma questão de ritmo, organização, criatividade e motivação!

Temos de os motivar e deixá-los descobrir o que gostam. E expô-los ao máximo possível de experiências que consideramos positivas.


Nestes passeios mais "culturais" uso algumas estratégias para que as visitas não sejam só passeio:
- 90% das fotos que tiramos no Palácio ou seja onde for são os miúdos que tiram,
- encorajo-os a lerem os cartazes e explicações e a conversarem com os guias e seguranças;
- tento saber qualquer coisa sobre os locais antecipadamente (leio na "net" de véspera qualquer coisa de interessante).
- faço pequenos jogos com eles durante a visita, como ver quem consegue descobrir primeiro o nome da pessoa que está num quadro ou um objeto qualquer ou um motivo numa pintura
- peço-lhes que inventem uma história ou imaginem uma imagem com base numa sala ou como seria se fossemos uma família daquela época (eu, invariavelmente viro aia!)
- peço que escolham um objeto preferido e que façam um desenho ou uma fotomontagem ou uma descrição escrita
- com os mais pequenos, invento histórias imaginárias...

Não faço tudo isto! Faço algumas coisas de vez em quando! Quando acho que eles precisam de motivação, quando eu estou mais inspirada! Não é sempre! Não sou melhor nem pior que ninguém, e há alturas nos passeios em que fico só calada com mil olhos a ver se não fogem, mexem e estragam e rezo internamente por passar na cafetaria e poder beber um café forte!
E eles às vezes acham que a Mãe "é uma seca" e só querem é ser deixados a apreciar as coisas ao seu ritmo e no mundo deles!






segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

"Curtas" dos miúdos...

O meu filho H. é IMPLACÁVEL... quando apanhamos o transfere do Palácio da Pena, achou que estávamos a andar com muitos solavancos pelo que no fim da viagem foi ter com o condutor e disse-lhe muito indignado: 
"Olha, tu estavas a andar muito depressa!" 
Ao que o condutor ainda tentou desculpar-se dizendo que havia muitas pessoas à espera...
Mas ele ficou ainda mais furioso e disse-lhe um tom acima:
"Mas tu estavas a andar muito rápido!" (não fosse ele não ter percebido à primeira) e saiu do "comboio" a fumegar enquanto o condutor pedia desculpa meio encavacado...

A C. crescida quando tinha 5 anos perguntaram-lhe o que queria ser quando fosse grande (típico!), ao que depois de pensar uns segundos respondeu:
"Quero ser Mãe mas só que sem filhos que é para poder ver televisão e jogar computador e assim..."

O F. este ano começou a duvidar da existência do Pai Natal. Mas esteve na dualidade de querer imenso acreditar e achar que realmente era impossível que ele existisse... 
"Ó Mãe, mas existe ou não?"
"Cada um acredita no que quer. Eu gostava de acreditar." - respondi-lhe.
No dia seguinte, ainda não muito convencido encontrou um argumento lógico para a existência do Pai Natal:
"Mãe, então se o Pai Natal não existisse, como é que eu no ano passado ganhei um Lego que custava quase 100€?! Tu não ias dar 100€ por um lego, pois não? E eu vi no catálogo que era esse o preço!"
(Meu querido filho! Até tem razão.... Benditos dias de 50% desconto em brinquedos!!!!)

A C. pequenina está na fase de imitar tudo... Enquanto dou aulas aos meus explicandos, ela fica a brincar ao lado ou senta-se na sua cadeira a riscar e fazer puzzles. Um destes dias saí da sala por um momento. quando entrei na sala, a minha aluna voltou-se para trás ao que a C. com ar muito autoritário se impôs "Tabalha!"


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Love: 4ever my 4


Amor para mim... é só isto:
A imensa felicidade que nos dá estar com eles, vê-los, beijá-los, apertá-los...protege-los, mimá-los, educá-los, partilhar a nossa vida com eles...
Os meus 4 amores....
Todos tão diferentes, no tamanho, nas cores, nos feitios! E todos do mesmo tamanho no coração!
Lembro-me de quando engravidei do F. (2º filho, 25 anitos) pensar com alguma ansiedade se conseguiria amá-lo com a mesma intensidade que a C. crescida porque achava impossível sentir um Amor tão grande como o que sentia por ela! Que tola fui!
Hoje acho que quanto mais o nosso coração ama mais espaço cria para amar! Afinal, como qualquer músculo, só precisa de ser exercitado continuamente para se tornar mais forte.
Vou amar estes 4 seres maravilhosos todos os dias da minha vida com a mesma intensidade do primeiro olhar, com a certeza do primeiro colo, com a alegria do primeiro sorriso,... e claro... com o medo e insegurança da primeira noite, a angustia do primeiro choro... que o Amor também é assim. E não troco nenhuma noite em branco com um com febre ou uma dor ou qualquer momento menos bom que tenha passado junto de qualquer um deles por nada no mundo que não os incluísse.


Valentine´s


O Dia de S. Valentim tem reacções diferentes cá em casa:
Os mais novos ignoram-no. Ponto.
A C. crescida está numa de pré-adolescente: este ano não está para o Mundo!
(ainda tem tanto tempo para " broken <3 ")
O F. encara-o como o dia do "amigo Secreto" e está entusiasmadíssimo!
Fez um presente com a máquina de costura para o amigo: um gorro e um cachecol. Embrulhou-o num papel com super-heróis da Marvel porque era o que o amigo gostava e ainda escreveu uma frase sobre a importância da amizade. Amei!
Eu: adoro!
Desculpem-me mas adoro! Postais, mensagens, imagens, corações, flores, passeios a dois, jantares com violinos, pedidos de casamentos, tatuagens a condizer, surpresas, musicas com dedicatória, "raptos" do local de trabalho, beijos, lingerie sexy, "escapadinhas" de fim de semana, massagens, champanhe... o pacote completo dos filmes românticos! (com excepção a peluches: detesto peluches pirosos!)
Enfim... claro que pode ser sempre que um Homem queira, como o Natal! 
Mas porque é que não há-de ser hoje? Só para ser do contra? Só para não se embarcar na cena "comercial" do romance? Aproveitem! As ideias, os descontos, os pacote promocionais, a "desculpa" para se fazer qualquer coisa diferente!
Ou como faz o F. para dizer aos amigos como são especiais na nossa vida! 
Ou aos pais, filhos, irmãos, qualquer pessoa que seja especial, que vos faça feliz!
Acho que a mensagem abaixo reflecte bem:

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Livros: ver, escutar, ler e "ilustrar"

 Livros: ver, escutar, ler e "ilustrar" 

Cá em casa, os 4 são "viciados" em tecnologias : tv, tablets, pc´s, ipads, notebooks, telemóveis, laptops... eu sei lá!
Mas antes de dormir, sempre que possível, reúnem-se para "acalmar" e dedicam-se aos livros...
Hoje, ao vê-los, pensei que realmente é tão diferente! Ainda uns minutos antes tinham estado os 3 mais novos frente ao computador a ouvir uma história na biblioteca digital... mas não é a mesma coisa!
Adoro o frenesim que se cria logo quando digo: "Vão cada um escolher um livro"
Há logo aí trocas de livros, empréstimos, mil comentários: os "preferidos", os que "eram os 
meus preferidos quando eu era da idade dele", os que "ó mãe, já ouvimos essa história 30 vezes!", os que andaram "desaparecidos" e já ninguém se lembrava, os que "nem sabia que tínhamos este!", os que "na escola há igual"... sei lá que mais!
Depois, há os crescidos que lêem uma história, ou uns capítulos... a "moda" agora é tentar ler livros em Inglês para irem treinando...
E os "pikenos" que ouvem uma história, enquanto folheiam os livros da sua escolha e vêm as imagens, abrem "janelas", descobrem mais qualquer coisa nas páginas, às vezes pormenores mínimos que escapam aos nossos olhos tão bem treinados para as letras!
E a imaginação que eles têm para nos contar as histórias?! Ou a colagem tão perfeita à nossa forma de contar? E se por acaso estamos a contar uma história pela 2ª vez e não fazemos a entoação exactamente como da primeira, eles reparam logo : "Não é assim Mãe!"
Quando a Mãe está cansada (quase nunca acham eles!) ou já vão para a cama um pouco fora da hora, não há livros. 
"Ó Mãe!" reclamam logo... é que sempre se ganham mais uns 20 minutos de não-sono! E quando vêm que não pode ser pedem "Então uma história da cabeça!"
E nesses dias, apagam-se as luzes como no cinema, todos se põem na "posição de dormir" e faz-se um silêncio profundo... fecha-se os olhos para poder desenhar melhor as "ilustrações" e a Mãe conta uma história da "cabeça dela"... pode ser inventada ou conhecida, séria ou divertida, de piratas ou de fadas... não importa... é da "cabeça" da Mãe, eles gostam. 
Não há pressa, nem cansaço que apague esta sensação de ser um mágico a plantar sementes de imaginação nestas cabeças tão férteis! E se alguém se atreve a interromper, é a pequena C. que se impõe: "SHIUUU!"