4 na praia

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Família... laços de Amor

Como é possível definir os laços familiares? Como caracterizar a ligação tão forte suportada pelo sangue?
E como transpomos a ligação de sangue para a família que escolhemos?
A verdade é que não podemos estar sós, não somos "bichos" solitários... às vezes precisamos de espaço, mas nunca de solidão. Os laços familiares são aquilo que nunca nos deixa desaparecer, que faz com que tudo o que somos seja real, seja reconhecido, seja testemunhado. Como poderíamos "provar" a nossa existência sem termos laços com pessoas que realmente atestem a nossa passagem no mundo?
Desculpem-me a "filosofia"... mas há dias em que dou por mim a pensar que realmente temos de lutar por esses laços, cultivá-los, alimentá-los para que sejam sempre vigorosos, sustentadores da nossa vida. E quanto mais os alimentamos mais rica a vida se torna, e quanto mais rica, mais fortes os laços que a atestam...
Falo de Família com F maiúsculo... Aquela que abrange a família que nós queremos em nós. Que pode ser nuclear, alargada, grande pequena, próxima ou distante, mas que cabe do mesmo modo no coração:

Pais - por todo o suporte, pela educação, pelo carinho, pelo respeito, pelo Amor mais "animal", mais instintivo, que é a primeira forma de Amar que sentimos,
Filhos - por tudo o que temos aos pais e mais todo um mundo de Amor que temos por cada um deles, pela sua qualidade de continuidade do nosso ser, pelo tudo que lhes queremos de felicidade, por serem a forma de Amar mais completa e sublime;
Maridos, esposos, companheiros - porque o sangue é vida, mas o Amor é a Vida e sem amor não vivemos, sobrevivemos... com mais ou menos paixão, com companheirismo, com crescimento, entreajuda, com o caminhar convergente para uma só vida comum;
Irmãos - companheiros de toda uma caminhada, para o bem e para o mal, pela partilha de tudo, até do sangue, dos pais, dos brinquedos, das dores, da cama, das roupas, da vida;
Cunhados (que se tornam irmãos),
Sobrinhos (que são um pouco filhos),
Netos (que são mais que filhos!),
Avós  - peças valiosas de estima profunda, pela experiência, pelo respeito, pela nossa existência!
Alguns Tios, Padrinhos, Amigos daqueles do peito, que tantas vezes são a nossa família presente, diária, ali mesmo quando precisamos de colo, de um ombro, de um sorriso, de uma gargalhada, de um abraço...
Não serão estes a nossa Família também? No coração, cabem todos os que querem lá entrar, todos os que deixamos que entrem e os que cultivamos para que se mantenham....
Mas isto é só o que eu penso....

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